Conheça Dos Hogares e entenda porque a novela não deu certo

Dos Hogares marcaria a volta da Anahí as telenovelas e acabou sendo um dos maiores fracassos da década de 2010 na Televisa

Dos Hogares foi uma problemática atração do horário nobre mexicano que trouxe Emilio Larrosa de volta às 21h graças ao sucesso de sua novela anterior, a comédia Hasta que el Dinero nos Separe. Também foi uma volta do produtor como o autor intelectual das suas novelas.

Na história, Angélica (Anahi) é uma veterinária que enfrenta o ódio da esnobe Patrícia (Olivia Collins) por estar vivendo uma grande história de amor com seu filho, Santiago (Carlos Ponce). Depois de enfrentar vários obstáculos, os dois se casam, mas na lua-de-mel, Santiago morre inesperadamente. Passam-se dois anos. A vida de Angélica nunca mais foi a mesma. As coisas começam a mudar quando Ricardo (Sergio Goyri), que namora Patrícia, se aproxima e se apaixona por ela sinceramente. Os dois se casam – causando ainda mais ódio em Patrícia. Mas, tudo se complica quando Santiago reaparece, sem memória, e Angélica não sabe como lidar com a situação, passando a administrar seus “dois lares” ao mesmo tempo.


Com uma história controversa e original, era esperado um grande sucesso. Houve muita expectativa porque era a volta de Anahí às novelas depois do sucesso de Rebelde. Mas o público não embarcou na história e a novela terminou como um dos maiores fracassos do horário. É uma pena, porque a história realmente era interessante, trouxe elementos inéditos e havia bons personagens.

E não se pode negar: Angélica foi uma protagonista numa situação inusitada e diferente. Os promocionais da estréia diziam “Não a julguem”… E o público da novela realmente ficou dividido entre os dois interesses amorosos da mocinha, assim como não conseguia se decidir se aceitava ou não o comportamento de Angélica. Ainda que tenham existido muitas críticas, não resta dúvidas que Anahí defendeu bem sua sofrida personagem.


Talvez o maior problema de Dos Hogares é que a trama principal e a subtrama mais relevante tratavam do mesmo tema: bigamia. O comediante Jorge Ortiz de Pinedo foi convocado para viver Cristóbal Lagos, um pacato chefe de família, casado com Refugio (Laura León), mas que mantinha outras duas esposas, a parte da identidade secreta de Chris Lakes, um perigoso mafioso. Ocupando praticamente a mesma importância na história que os conflitos de Angélica com seus maridos, ficou a impressão que Dos Hogares quis atirar pra vários lugares ao mesmo tempo, sem acertar nenhum.

Faltou a Chris Lakes mais comédia, até porque ele foi interpretado por um comediante. Mas o personagem era sisudo, não era engraçado, apesar de ostentar a imagem de um novo rico cafona e texano. Nesse núcleo, porém, brilhou Laura León, presença marcante nas novelas de Emilio Larrosa, e que sempre esbanja carisma na pele de mulheres traídas que dão a volta por cima.


Além disso, um excesso de personagens dificultou a empatia do público com os personagens. Foi legal que atuaram vários atores carimbados de outras novelas do produtor: Carlos Bonavides, Victor Noriega, Joana Benedek, Maya Mishalska… Mas muitos deles, acabaram perdendo espaço com o tempo ou até saindo da história por falta de espaço.

A novela também marcou o retorno à emissora da atriz Olívia Collins, que viveu a vilã Patrícia. Entretanto, o que mais chamou a atenção foi sua dicção diferenciada por conta das inúmeras inserções de botox.


Outro problema detectado foi a falta de química de Anahí com seus galãs. Com Carlos Ponce, ela fez um par romântico bonito, mas eles rapidamente se separam. E com Sergio Goyri, houve uma forte campanha negativa contra o casal. A cada semana, surgiam rumores de que os atores não se davam bem, que haviam brigado que Anahí reclamou de beijá-lo por conta do bigode (?!). Tudo isso foi desmentido, e na história, cada vez mais foi reforçado que o amor de Angélica por Ricardo era igualmente sincero.

Nesse ínterim, a ex-TV Azteca Claudia Alvarez finalmente entrou na Televisa como um novo par romântico de Carlos Ponce. Foi uma boa aquisição para a novela e serviu para movimentar. Chegou a ser cogitado na imprensa que Anahí se transformaria na vilã da história. Isso serviu para provocar mais comentários sobre uma perda de protagonismo de Anahí, o que nunca aconteceu.

Um fato inédito que alimentou esses rumores: o tema de abertura, Dividida – interpretado por Anahí, dividiu espaço com Dos Hogares – de Laura León. Sim, pela primeira vez, uma novela teve dois temas musicais… na mesma abertura! Algumas semanas depois, a abertura voltou a se “normalizar”.


Visando movimentar a novela e dar a virada necessária para levantar a audiência, Emilio Larrosa anunciou que detonaria os dois grandes segredos da novela na mesma semana: Angélica revelaria para Santiago e Ricardo sobre a existência um do outro, e Chris Lakes seria desmascarado pelas três esposas. A audiência chegou a levantar, mas já era tarde para alavancar definitivamente os índices como se esperava.

Para agradar os fãs, Emilio Larrosa recorreu a mesma ideia que fizera sucesso em um êxito antigo, Dos Mujeres un Camino. Depois de o último capítulo oficial ir ao ar, foi disponibilizado online um final alternativo, onde Angélica se decidia pelo outro amor de sua vida.


Apesar de todos os percalços, Dos Hogares foi uma novela que não se descaracterizou, nem apelou para situações absurdas e que não condiziam com o espírito da novela. E só pelo fato de ser uma história original, já é um grande mérito em meio a um mar de remakes.

Fontes:
novelamexicana.com.br

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Um comentário :

  1. QUERO MUITO DOS HOGARES NO SBT ,PRA MIM NÃO ME IMPORTA NADA DESSES PROBLEMAS QUE TEVE ,EU AMO TANTO A ANAHI QUE SO DE ASSISTIR ELA NA TELINHA DO SBT EU IA FICAR SUPER FELIZ

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